5 julho 2026 - 22:49
Reportagem do The Guardian sobre a grandiosidade do funeral do Líder Mártir por meio de estatísticas e sua mensagem de resistência

O jornal britânico The Guardian, apesar da abordagem habitual da mídia ocidental de exagerar os problemas do Irã, reconheceu, em uma reportagem detalhada, a presença de dezenas de milhões de pessoas na cerimônia fúnebre do Líder Mártir, Ayatollah Sayyed Ali Khamenei, descrevendo-a como uma demonstração do poder nacional e da mensagem de “nunca se render” dirigida ao mundo.

AhlulBayt News Agency (ABNA): Em uma reportagem publicada pelo The Guardian a partir de Teerã e assinada por Patrick Wintour, o jornal, ao confirmar a participação pública sem precedentes registrada nos últimos dias, bem como a instalação de imagens de punhos vermelhos e de faixas com a inscrição “Devemos nos levantar”, reconheceu que o funeral do Líder Mártir da Revolução, martirizado em um crime americano-sionista, tornou-se um dos maiores acontecimentos da história do Irã desde a Revolução de 1979. O veículo de comunicação, que normalmente cobre as notícias relacionadas ao Irã com uma linguagem distorciva, desta vez foi obrigado a reconhecer a presença de autoridades de diversos países, como Iraque e Paquistão, além de relatar a ausência de líderes ocidentais.

Em sua continuidade, a reportagem do The Guardian apresentou a “mensagem de resistência” como o tema mais marcante da cerimônia e, ao citar o comandante-chefe do Corpo da Guarda da Revolução Islâmica (IRGC), general Vahidi, reproduziu a declaração: “Nunca nos renderemos”. Ao mencionar os discursos de altas autoridades do Judiciário e de parlamentares sobre uma “vingança severa”, bem como a coincidência desses acontecimentos com o mês de Muharram, o veículo demonstrou compreender que o lema “Alguém como eu não presta lealdade a Yazid”, apresentado como a vontade política do falecido líder, tornou-se o roteiro para o futuro do sistema. Embora o The Guardian faça referência, em alguns trechos, à eliminação física de parte da família do Líder e às recentes ameaças do ministro da Guerra do regime sionista, reconhece que a principal mensagem dessa imensa mobilização popular é transmitir um sinal claro ao Ocidente sobre sua incapacidade de quebrar a vontade nacional do Irã.

O relatório do The Guardian, apesar de sua abordagem ocidental, foi obrigado a reconhecer duas realidades fundamentais: a primeira, a gestão inteligente do sistema na realização dessa cerimônia de seis dias de forma organizada e segura em Teerã e Mashhad, evitando qualquer situação de caos; e a segunda, os esforços das autoridades para associar o luto nacional à esperança de um futuro promissor e abordar as preocupações da população com seus meios de subsistência por meio de cartazes pertinentes.

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